sábado, 9 de julho de 2011

Sob pressão, Atlético e América se enfrentam na Arena do Jacaré

Sob pressão, Atlético e América se enfrentam na Arena do Jacaré (Jorge Gontijo e Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
De um lado o Atlético, sem vencer há seis jogos, na 17ª colocação. Do outro o América, com jejum ainda maior, sete partidas, uma posição abaixo. Ambos na zona de rebaixamento. Os tradicionais clubes mineiros se enfrentam neste domingo, a partir das 18h30, na Arena do Jacaré, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. Quem vencer volta a respirar na competição e afunda o rival. O empate mantém a forte pressão sobre as equipes.

Vindo de três goleadas – 4 a 1 para o Flamengo, 4 a 0 para o Internacional e 3 a 0 para o Ceará -, o Galo vive um clima tenso. As cobranças extrapolaram as arquibancadas. No desembarque da delegação, vinda de Fortaleza, na quinta-feira, dezenas de torcedores foram ao aeroporto e recepcionaram os atletas com pipocas e gritos de protestos.

No dia seguinte, na Cidade do Galo o técnico Dorival Júnior reuniu o elenco para uma reunião que durou cerca de uma hora. “Saímos dessa reunião não apenas com aquilo que se falou, mas acima de tudo com a atitude mudada. É em cima da mudança de atitude que esperamos ter bons resultados de novo”, disse Dorival.

Prestigiado pela diretoria, mas criticado por parte da torcida, Dorival Júnior tenta reerguer a equipe. E ressaltou que não vai entregar o cargo, mesmo com nova derrota: “Não vou abandonar o barco no meio do caminho. Se a diretoria achar conveniente, é outra situação. Mas vou seguir o meu trabalho enquanto tiver convicção com o que foi montado no Atlético. A partir do momento que eu perceba que não tenho condições de estar à frente do grupo, sou o primeiro a pedir (para sair)”, garantiu.

Dorival se apóia na confiança da diretoria e afasta qualquer tipo de complô entre os jogadores. Para ele, o time passa apenas por uma má fase: “Estou aqui para cumprir um contrato e um trabalho. Não são dois ou três resultados negativos que me fariam mudar de ideia. Eu sempre consegui alguns resultados na minha vida porque insisti naquilo que acredito. E continuo acreditando que podemos conseguir um grande resultado no Atlético.”

Coelho vem de empate


A situação no América também não é confortável. Assim como Dorival, o técnico Mauro Fernandes procura manter a tranquilidade, mas reconheceu que já passou da hora da reação ser iniciada: “Domingo, teremos um jogo atípico, com duas equipes desesperadas para vencer. Os times precisam jogar em busca da vitória, como fez o América contra o Palmeiras. Infelizmente, deixamos escapar uma vitória. Tínhamos a consciência de que poderíamos ganhar do Palmeiras”, disse.

Na rodada passada, na Arena do Jacaré, o Coelho saiu na frente, mas não segurou a vantagem sobre o Palmeiras, mantendo a série sem vitórias. Depois de estrear no Brasileirão vencendo o Bahia, por 2 a 1, o América conquistou apenas três empates e sofreu quatro derrotas.

“As coisas acontecem no momento certo. Temos feito bons jogos, mas há determinados momentos que você joga bem e não vence. Fizemos um bom segundo tempo contra o Palmeiras, mas não tivemos a felicidade de vencer. A hora está chegando. Essa maré não vai acontecer o tempo todo. Mas não podemos esperar mais”, ressaltou Mauro Fernandes.

No confronto dos desesperados, o atacante Fábio Júnior espera que, ao final da partida, a pressão permaneça na Cidade do Galo: “Clássico não tem favorito. Sempre foi assim e sempre vai ser. Tanto o América quanto o Atlético vivem um momento complicado, e esperamos levar a melhor neste clássico e conseguir a vitória”, disse o jogador, que sabe que o clássico pode significar vida nova para o Coelho ou para o Galo: “Quando se vence um clássico, a confiança dos atletas aumenta e, normalmente, a equipe arranca no campeonato.”