Rafael recebeu o aval do departamento médico do clube para usar o colírio. Para o médico Sergio Freire Júnior, o uso do medicamento é liberado em casos específicos.
“A droga encontrada foi a predinisona e um metabólico dessa droga também. É um corticoide, o uso dessa droga é permitido desde que seja em uso tópico, como pomada, colírio, até mesmo intrarticular. Ela não é permitida em uso oral, muscular, venoso, ou seja, uso sistêmico. Dessa forma, o exame do Rafael deu uma concentração muito alta da predinisona e foi considerado como resultado positivo. Isso foi no jogo de 1º de maio. Ele, desde 18 de abril, estava fazendo uso desse medicamento, por uma avaliação oftalmológica, e diagnosticada uma conjuntivite bacteriana, junto com uma blefarite, uma inflamação da pálpebra, e dessa forma foi prescrito esse medicamento, como o próprio controle de doping permite e autoriza esse uso”.
O Cruzeiro foi notificado do caso na tarde dessa sexta-feira e agora aguarda o pronunciamento oficial da Federação Mineira de Futebol, que deverá ocorrer na próxima semana.
“A comissão de doping comunicou na tarde de sexta-feira a Federação Mineira. Então, é provável que a Federação se pronuncie na segunda-feira, seguindo os parâmetros. O clube é notificado e o caso vai a julgamento. Esse julgamento deve acontecer nos próximos 30 dias e dentro desse prazo, da comunicação, até o julgamento, é que a gente tem que esperar a decisão da FMF para ver se o atleta vai ser afastado nesse intervalo. Essa decisão a gente ainda não tem”, concluiu.
Já o goleiro Rafael se diz tranquilo e ciente de que fez o que estava previsto no tratamento para tratar a conjuntivite. Para ele, sua rotina de treinamentos na Toca da Raposa II não será alterada após o recebimento da notícia.
“Estou bem tranquilo, eu sei que nós fizemos tudo certo, foi por conta mesmo de uma conjuntivite. Não tomei nenhum medicamento por conta própria. Eu fui num profissional, oftalmologista, ele me passou os remédios, eu mostrei para o departamento médico antes de tomar, e tomei por conta dessa conjuntivite. A cabeça está tranquila, tenho que continuar trabalhando normalmente, porque foi fato isolado e a gente não tem culpa nenhuma. A gente fez o que foi correto e por um acaso ocorreu isso. Mas estamos tranqüilos”, frisou.