Se Kleber acreditava que a diretoria tentava jogar a torcida contra ele, percebeu que o contrário ocorreu quando o anúncio de seu nome foi comemorado como um gol antes do jogo contra o Flamengo. E o empate por 0 a 0 com o clube que o quis serviu para o Gladiador ainda arrumar confusão com todos em campo do time adversário.
Já nos acréscimos do confronto, o camisa 30 do Palmeiras aproveitou-se de um lance paralisado para atendimento de um companheiro, ganhou aval do árbitro Leandro Vuaden para seguir em frente e, enquanto os flamenguistas esperavam que ele chutasse a bola para fora, o capitão do clube do Palestra Itália arrematou com perigo, perto da trave direita de Felipe.
Os jogadores do Flamengo, que chegaram a sonhar em ter Kleber como companheiro, foram para cima do atacante, que só saiu do bolo com todos os rubro-negros em sua volta devido aos empurrões de seus colegas no Palmeiras. O Gladiador ainda se desentendeu com Renato Abreu, que já passou pelo arquirrival Corinthians.
A torcida vibrou com a atitude. Em êxtase, os palmeirenses gritavam "olê, olê, olê, olê, Kleber, Kleber". O cântico foi entoado durante toda a confusão e cantado após o jogo acabar pelos torcedores que deixavam o estádio. Com um ato, nem seriam necessárias palavras. Sem dar entrevistas, o Gladiador deixou o Pacaembu como astro.
Embora tenha descido do ônibus da delegação olhando para baixo, sem erguer o rosto em nenhum momento, e ouvir uma tímida bronca de uma das organizadas, que lhe pediram "atenção e respeito ao clube", Kleber, com a faixa de capitão, teve apoio da maioria dos presentes, que vibravam a cada lance seu. Pelo menos para times brasileiros, o ídolo não sairá mais.