quarta-feira, 1 de junho de 2011

O pivô Márcio Cipriano pode não ter recebido os mesmos três troféus que o companheiro Guilherme Giovannoni na festa de premiação do Novo Basquete Brasil (NBB), realizada na noite desta terça-feira. Ainda assim, o jogador do Brasília roubou a cena ao abrir a cerimônia no Clube Paulistano com o rap "NBB".

Com desenvoltura, ele subiu ao palco e cantou a composição própria sobre o torneio nacional. Na plateia, adversários, companheiros, dirigentes e jornalistas acompanharam a performance com atenção e surpresa. Campeão nacional com o time do Distrito Federal, Cipriano festejou a chance de se apresentar diante dos colegas.

"Foi diferente. Eles trabalham comigo dentro de quadra e sabem que eu canto, mas nunca tinham visto de perto. Foi legal, me senti bem. Fiquei orgulhoso de poder representar o basquete em cima do palco com um pouco de música", afirmou.

Satisfeito com o resultado de seu primeiro CD, batizado de "Poeira do Cotidiano", o rapper e pivô prepara a gravação de um DVD, que deve acontecer em Brasília no mês de setembro. Ele costuma andar com um estoque de CDs para distribuir nas viagens com o Brasília, inclusive para os adversários.

"A galera quer saber desse meu outro lado de trabalhar com música. Hoje alguns falaram que é muito melhor ver ao vivo do que na gravação. Você poder vender a música em cima do palco e a pessoa curtir mais do que o CD é um feedback maravilhoso para quem canta", explicou.

Cipriano é admirador de cantores como Djavan, Jorge Benjor, Elis Regina e Maria Bethânia. "As pessoas acham que eu só escuto rap. Na verdade, trabalho também com samba rock, soul. Como canto, componho e sou produtor, escuto muita coisa e é até injusto citar só alguns nomes como influência", disse.

Aos 31 anos, o pivô pretende intensificar sua atuação na área musical após encerrar a carreira nas quadras, mas ainda não pensa na aposentadoria. "Tenho bastante tempo de basquete, ainda mais agora que sou campeão de novo. Se continuar sendo campeão, não paro. Só quando perder", encerrou, sorrindo.