sexta-feira, 17 de junho de 2011

Jogadores se cobram para evitar outras surpresas desagradáveis no clássico

Jorge Gontijo/EM/D.A Press
O Cruzeiro colheu resultados piores do que merecia em alguns jogos deste Campeonato Brasileiro por sofrer gols inexplicáveis. Contra o Figueirense, na estreia, Marquinhos Paraná fez contra, após bola rebatida pelo goleiro Fábio. Diante do Fluminense, Rafael Moura marcou de cabeça aos 46 minutos do primeiro tempo, numa falha de marcação da defesa, após falta lateral. O mesmo vacilo pelo alto se repetiu no duelo com o Santos e a vitória escapou aos 44 do segundo tempo.

Esta semana, Cuca exigiu mais atenção para que esses equívocos cessem a partir do clássico com o América. Os jogadores também se cobraram. “Claro, houve uma conversa, houve a cobrança para não tomar o gol no finalzinho. A cobrança entre um e outro, a dedicação, a atenção máxima possível, porque quando a situação é desse jeito temos que dar 110% para sair com a vitória”, disse o zagueiro Leo.

O capitão Fábio vê as cobranças mútuas pelo lado positivo. Ele lembrou que o Cruzeiro mostrou potencial ao ser eleito pela opinião pública, nos primeiros meses do ano, o melhor time do país por suas atuações na Copa Libertadores. O único jeito de reviver aquela fase é conversando e apontando os erros dos companheiros.

”O time tem condição de brigar pelas vitórias, porque vem fazendo isso nos jogos e não tem tido a felicidade para fazer os gols. Nada melhor que uma semana de trabalho, um clássico pela frente, onde a gente precisa só da vitória. Uma equipe como o Cruzeiro tem que viver sendo cobrada, porque vive de vitórias, precisa de títulos, e a cobrança existe quando você fica um tempo sem vencer” disse.